quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Não à Reforma da Previdência

O governo apresentou ao Congresso Nacional em dezembro de 2016 a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 287/2016, alterando as regras da aposentadoria para trabalhadores dos setores público e privado. É um verdadeiro ataque aos nossos direitos, que aprofunda a política de ajuste fiscal do Palácio do Planalto.

Após conseguir aprovar a PEC do teto de gastos (PEC 241/2016 na Câmara e PEC 55/2016 no Senado Federal), que limita os investimentos nos serviços públicos nos próximos 20 anos, o governo tem agora como prioridade a reforma previdenciária, já aprovada na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara antes do início do recesso parlamentar. O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), fiel aliado de Temer, já garantiu que a comissão especial destinada à análise da PEC será criada logo no retorno dos trabalhos no Legislativo, na primeira semana de fevereiro.

Consideramos essa nova proposta do governo um gravíssimo ataque aos direitos da população, que precisa ser derrotado, evitando, assim, mais um retrocesso nas regras da aposentadoria. Com o argumento mentiroso de que há um rombo na Previdência, o governo, com o apoio do mercado financeiro e do setor empresarial, quer transferir para os trabalhadores uma conta que não deve ser paga por nós. Assim como a PEC do teto de gastos, a Reforma da Previdência de Temer tem como único propósito economizar dinheiro para pagar juros da dívida pública, enquanto as áreas sociais e as políticas públicas perdem investimentos a cada ano.

Dez motivos para lutarmos contra a PEC 287/2017

  1. A idade mínima de aposentadoria passará para 65 anos de idade, para homens e mulheres.
  2. O prazo mínimo de contribuição para a Previdência Social será elevado de 15 anos para 25 anos.
  3. O tempo de contribuição para aposentadoria integral, que corresponde a 100% do benefício de direito de cada trabalhador, será de 49 anos.
  4. Com a nova regra, o tempo para ter direito à aposentaria integral aumentará em quase 20 anos.
  5. Para se aposentar integralmente na idade mínima de 65 anos, o trabalhador terá que ter começado a trabalhar, formalmente, aos 16 anos.
  6. Já aqueles que, devido às altas taxas de desemprego, ficaram longos períodos sem trabalho formal, só poderão receber a aposentadoria integral se trabalharem até os 80 anos de idade ou mais.
  7. A proposta prevê um mecanismo automático de ajuste da idade mínima. Esse gatilho depende da evolução demográfica. Assim, a cada vez que os dados do IBGE mostrarem aumento de um ano na expectativa de sobrevida do brasileiro a partir dos 65 anos, a idade mínima de aposentadoria subirá um ano.
  8. A regra também valerá para o trabalhador rural, que normalmente tem jornadas mais extenuantes e pesadas que o trabalhador urbano.
  9. A nova regra, ao igualar o tempo de aposentadoria para homens e mulheres, desconsidera a realidade das trabalhadoras brasileiras, que geralmente assumem as tarefas de casa logo cedo, ainda na adolescência, e acumulam duplas ou triplas jornadas de trabalho.
  10. Nas pensões por morte, o valor pago à viúva ou ao viúvo passará a ser de 50% do valor do benefício recebido pelo contribuinte que morreu, com um adicional de 10% para cada dependente do casal. As pensões também não serão mais vinculadas ao salário mínimo.
FONASEFE - Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais

Mais informações

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Informativo SINDTAE

Confira a nova edição do Informativo SINDTAE, fixada em locais de trabalho na UFFS e disponível digitalmente a seguir, em duas partes:

Parte 1
Informativo SINDTAE Janeiro/2017 - Parte 1
Parte 2
Informativo SINDTAE Janeiro/2017 - Parte 2

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Mudança no contracheque é fruto da greve de 2015

Caravana a Brasília, 2015
Caravana a Brasília, 2015
COLEGAS SERVIDORES TÉCNICO-ADMINISTRATIVOS EM EDUCAÇÃO:

A prévia do contracheque de janeiro foi disponibilizada e nele está incluído o reajuste de 5% no piso da carreira mais o incremento do chamado step (diferença entre cada padrão de vencimento, de 3,8% para 3,9%) para ativos e aposentados, conquistados na greve de 2015.

Muitos dirão que é pouco.
Sim, o reajuste está longe de repor nosso déficit salarial, fruto dos níveis inflacionários acumulados no período e, como trabalhadores, merecemos muito mais.

Mas não devemos esquecer jamais que esse pouco foi fruto de muita luta naquela greve.
Em tempos nos quais o funcionalismo público em muitos estados está vivendo o ABSURDO de não receber sequer seus salários, este ganho na carreira dos trabalhadores federais da educação foi importante.

Precisamos valorizar a nossa luta!

Viva o SINDTAE e a FASUBRA!
Viva os trabalhadores e seus métodos de resistência!

Parabéns aos lutadores e aos apoiadores!
Nós somos responsáveis por este ganho.


(Adaptação de texto de Gibran Jordão)

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Convocação para Assembleia Geral Extraordinária

A Executiva Geral do SINDTAE CONVOCA os(as) trabalhadores(as) técnico-administrativos(as) em educação de Universidades Federais nas cidades de Chapecó, Estado de Santa Catarina, Cerro Largo, Erechim e Passo Fundo, Estado do Rio Grande do Sul, Laranjeiras do Sul e Realeza, Estado do Paraná para ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA da categoria a realizar-se no dia 12 de dezembro de 2016, segunda-feira, às 18h em primeira chamada com presença de mais de 50% (cinquenta por cento) da categoria ou 18h30min em segunda chamada com o número de sindicalizados presentes, por meio de Videoconferência transmitida pelo respectivo serviço na Universidade Federal da Fronteira Sul em todos os campi, em espaços a serem especificados até o dia da assembleia.

A Assembleia Geral deliberará sobre a seguinte ORDEM DO DIA:

  1. Informes;
  2. Suspensão da Greve Nacional, com retorno aos postos de trabalho em 15/12, indicação do Comando Nacional de Greve/FASUBRA;
  3. Manutenção de estado de greve.

Coordenação Executiva Geral do SINDTAE

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Evento dia 9 sobre as 30 horas


O SINDTAE convoca sua base e convida todos os interessados pelo tema da implantação de turnos ininterruptos para participarem de importante encontro com palestra a ser ministrada por Carla Cobalchini, servidora técnico-administrativa da Universidade Federal do Paraná (UFPR), membro da Direção do SINDITEST-PR.

O evento será realizado sexta-feira, 09 de dezembro, às 13h30min, simultaneamente em todos os campi da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) por transmissão sediada no Campus Chapecó.

Traga suas dúvidas e conheça como a questão tão crucial para a categoria é executada em outras instituições. A entrada é franca.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Nota de luto


Consternados com a tragédia que causa comoção nacional e principalmente em nossa cidade, atingida de forma tão grave, extrapolando sobremaneira o âmbito esportivo, manifestamos publicamente, em nome dos técnico-administrativos em educação da UFFS, solidariedade às famílias, aos amigos próximos e à comunidade chapecoense.

SINDTAE


Atividades suspensas


Informamos à categoria que fica cancelado o ato local de greve programado para esta tarde no Campus Chapecó da UFFS, em que nos reuniríamos para acompanhar a primeira votação da PEC 55/2016 no Senado. Considerando, porém, que está mantida a atividade naquela casa legislativa, inclusive contando com o esforço dos nossos colegas que se deslocaram até aquele longínquo local, orientamos, assim, a quem puder, que assista à transmissão da sessão plenária pela TV Senado, disponível em:

http://www.senado.gov.br/noticias/TV/web/views/Display.asp?canalnro=11&autoplay=true

ou pelo canal do Senado no Youtube:

https://www.youtube.com/channel/UCLgti7NuK0RuW9wty-fxPjQ

Fica marcada para esta quarta-feira, 30/11, às 14h, reunião no Campus Chapecó da UFFS para definições a respeito das próximas atividades e também para, em seguida, acompanharmos assembleia docente agendada para 16h.

As atividades nos demais campi estão a princípio mantidas, a cargo dos respectivos representantes.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Apoio do Mestrado em História

A Primeira Turma do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal da Fronteira Sul (PPGH) emitiu manifesto em apoio às ocupações estudantis e à greve dos trabalhadores técnico-administrativos em educação, em curso na UFFS e em todo o país, que protestam contra os ataques aos direitos sociais em tramitação no Congresso Nacional.