terça-feira, 28 de julho de 2020

Sem aulas presenciais não há necessidade de os TAEs serem expostos a riscos



Resultados da pesquisa sobre Trabalho Remoto
e perspectivas de retorno ao presencial na UFFS

O SINDTAE realizou uma pesquisa com a categoria dos técnicos administrativos em educação da UFFS, através de publicização de convite para preenchimento de formulário eletrônico disponível na plataforma Google Formulários, entre as datas de 06 a 10 de julho de 2020. Essa consulta se deu com o objetivo de levantar dados que permitam ao SINDTAE uma avaliação sobre as condições e os impactos do Trabalho Remoto para a categoria, e a percepção sobre medidas que devem ser implantadas em caso de execução de atividades presenciais durante a pandemia. 
O questionário apresentado foi composto por um total de 13 questões, sendo que 6 foram questões de múltipla escolha e 7 questões abertas. Entre as questões abertas, haviam aquelas que buscaram conhecer um pouco mais sobre a identificação do servidor, como cargo e setor, além de um campo para que fosse possível informar, caso desejasse, seu nome do respondente. Contudo, para fins de divulgação dos resultados, optou-se por preservar a identidade dos servidores. 
Como resultado, foram recebidas 191 respostas ao formulário, o que consideramos muito relevante, principalmente ao considerarmos o fato histórico de que o SINDTAE solicitou por diversas vezes à gestão da UFFS que disponibilizasse uma lista com os e-mails dos TAEs para melhorar a comunicação entre a entidade e a categoria. Apesar dos ofícios protocolados com esse pedido, e mesmo dos contatos pessoais em que tivemos oportunidade de reforçar o pedido e explicar as razões da demanda, ainda assim o SINDTAE nunca teve retorno a essa solicitação. Mas, é interessante mencionar que para a entidade co-irmã SINDUFFS, que representa os docentes, bastou fazer a solicitação por e-mail simples, e foram atendidos no pleito de a administração enviar a listagem com o contato de todos os docentes da UFFS. Há quem defenda que somos tratados isonomicamente enquanto servidores da instituição, porém os fatos e ações da administração continuamente demonstram uma realidade bem diversa, e a categoria tem plena consciência disso.
Feito essa ressalva, apresentaremos a seguir uma sistematização das respostas que se demonstraram como de maior destaque, portanto fazem referência aos pontos que a categoria entende como mais relevantes a serem observados na atual conjuntura, e como condicionantes para um futuro retorno às atividades presenciais. 

1. Perfil dos respondentes 
É importante ressaltar que, do universo de respondentes, há representação de todas as unidades da UFFS, conforme é possível observar no Gráfico 1. Embora não sendo obrigatória a informação acerca de cargo e lotação, aqueles que responderam esses campos do formulário indicam também a uma importante diversidade de representação dos mais variados tipos de atividades desenvolvidas na instituição, sejam das áreas meio ou das áreas fim da universidade. Essa diversidade permite um olhar mais abrangente acerca da leitura que os TAEs realizam sobre sua conjuntura, demonstrativa de como é possível identificar situações coletivas a partir da realidade dos indivíduos. 

Gráfico 1 - Respondentes por campus/unidade

A pesquisa indicou que cerca de um terço dos respondentes (32,46%) utilizavam meios de transporte que envolviam coletividade para se deslocar ao trabalho. Embora não se constitua da realidade da maioria, nessas modalidades de transporte esse percentual é significativo da probabilidade de risco de contágio para os TAEs e demais pessoas que porventura compartilhem os veículos e que não são servidores da UFFS. 

Gráfico 2 - Modalidades de transporte
Outro fator muito importante no que concerne a riscos de contágio é o que está relacionado ao momento das refeições, uma vez que pode envolver interações sociais. Os percentuais demonstram que 70,68% dos TAEs realizavam suas refeições em espaços compartilhados, seja eles na copa da universidade, nas cantinas, nos restaurantes externos ou nos restaurantes universitários da UFFS. 
Por conseguinte, compreendendo que o local de refeição dos servidores TAEs é, para a maioria, um local compartilhado, para o retorno das atividades presenciais e enquanto houver nível de contágio, torna-se imprescindível que a gestão da universidade garanta condições de maior segurança possível, sem as quais se incorre em risco desnecessário à saúde das pessoas. 

Gráfico 3 - Realização de refeições

O indicativo de número de moradores por residência demonstra que haveria alta incidência de contatos cruzados a partir de um retorno às atividades presenciais, mesmo que na forma de revezamento. Do total de respondentes, apenas 15,2% informou que moram sozinhos. Nota-se o quanto a presencialidade dos TAEs impactariam em um grande número de pessoas sob risco de contágio, por maiores e qualificadas que fossem as medidas sanitárias adotadas.
Como referência desse tipo de implicação, podemos citar a notícia publicada pelo jornal El País Brasil, que está disponível no link: https://brasil.elpais.com/sociedade/2020-06-17/colocar-20-criancas-numa-sala-de-aula-implica-em-808-contatos-cruzados-em-dois-dias-alerta-universidade.html 

Gráfico 4 - Residentes por moradia
Atualmente, diante da necessária e imprescindível implementação do Trabalho Remoto para atividades administrativas, a categoria se encontra diante de uma nova e desafiadora conjuntura para desempenhar suas atribuições. Considerando a reconhecida complexidade dessas atividades, o SINDTAE optou por consultar a categoria de forma mais objetiva acerca das condições de estrutura para o trabalho remoto, buscando verificar quais fatores se demonstram como de maior impacto na qualidade do desempenho das atividades. 

2. Trabalho remoto dos TAEs
O questionário aplicado conteve uma questão que buscou conhecer qual (ou quais) fator/es tinha/m maior/es impacto/s na qualidade do desempenho das atividades. A essa questão, foram apresentadas diversas alternativas de respostas, a fim de que os respondentes pudessem indicar aquela, ou aquelas, que mais estivessem de acordo com suas realidades.
Entre as respostas mais recorrentes, relatavam questões de infraestrutura, como aquelas ligadas à “Ergonomia (mobiliários como mesa e cadeira não adequados)”, a equipamentos de trabalho, como “Computador/notebook antigo que prejudica o desenvolvimento das atividades” ou à falta de equipamento “não ter computador/notebook”. Ressalta-se que a respeito destas questões, a própria UFFS já tem dado conta através da possibilidade de os servidores retirarem os equipamentos do setor e os transferirem para suas residências. Demais pontos relativos à infraestrutura, tais como acesso à internet e aos sistemas se demonstram elegíveis para serem resolvidos de forma institucionalizada.
Apesar da indicação de problemas para o desenvolvimento do Trabalho Remoto, há de se fazer uma fundamental ressalva nesse quesito, as atividades administrativas continuam sendo desenvolvidas de forma qualificada. Dessa forma, se constituiu uma realidade que demonstra ser possível manter a modalidade de Trabalho Remoto por um tempo estendido, contribuindo assim para diminuir chances de contágio. 

Gráfico 5 - Fator(es) de maior impacto na qualidade do desempenho das atividades:

Alguns fatores tais como “Necessidade de dar atenção às demais pessoas do convívio familiar (principalmente crianças)” e “Espaço físico (sala ou quartos que não eram destinados para o trabalho, com circulação de pessoas da família, por exemplo)”, apesar de se constituírem de categorias que extrapolam uma ação direta da instituição, em alguma medida poderiam ser enfrentadas a partir de capacitações/orientações que abordassem formas de organização diante dessas situações.
Entre as questões abertas, recebemos diversas questões importantes, as quais encontram-se sistematizadas a seguir. 
  • Implementação do uso de aplicativo Softphone, o qual permite a utilização da rede telefônica da universidade, permitindo receber e fazer ligações internas e externas através dos ramais dos setores.
  • Levantamento e disponibilização de acessórios adequados, tais como fones de ouvido com microfones de qualidade.
  • Novas capacitações para utilização de sistemas, tais como utilização de serviços de webconferências e principalmente o SIPAC;
  • Normatização e publicização das possibilidades e trâmites de retirada da instituição dos equipamentos para utilização nas residências.
  • Capacitações para chefias e servidores sobre gerenciamento do tempo e das atividades, de modo a evitar prolongamento do tempo de trabalho para além da jornada regular. Há de se buscar também um dimensionamento de prazos de execução de tarefas, o qual considere também condições tais como destinação de tempo para cuidados de filhos, e que não incidam em necessidade trabalhos em finais de semana, por exemplo.
Além do que foi destacado até o momento, é fundamental que os TAEs contribuam na tomada de decisão sobre futuros encaminhamentos acerca do Trabalho Remoto. Para tanto, é importante tomar como ponto de partida, uma avaliação adequada acerca das condições de trabalho e das contribuições descritas neste documento. 
Antes de qualquer abordagem em torno das condições materiais e atitudinais necessárias para um retorno seguro às atividades administrativas presenciais, cabe avaliação acerca de qual seria a necessidade de retomar atividades presenciais dos TAEs sem que as aulas também tenham sido retomadas.
Nesse escopo, podemos afirmar que dos respondentes da pesquisa, 79,58% (152 respostas) entendem que não existe nenhuma necessidade de retorno dos TAEs, enquanto não forem retomadas as aulas presenciais. Os demais, 14,14% (27 respostas), indicaram que o retorno é de baixa necessidade, restringida àquelas atividades essenciais e que sejam realizadas de forma pontual, tais como as relativas à manutenção de pesquisas nos laboratórios ou recebimento de materiais.
Diante de tais dados, grifamos que é possível afirmar que a categoria dos TAEs reforça a baixa ou nenhuma necessidade de retorno às atividades administrativas, enquanto as aulas presenciais estejam suspensas e enquanto houver risco de contágio, mesmo que em nível baixíssimo. 

3. Condicionantes para um retorno seguro às atividades presenciais
Uma vez que existe a possibilidade de um retorno das aulas presenciais sem que exista vacina ou tratamentos disponíveis para o enfrentamento da Covid-19, fatos que indicam substancial risco à saúde dos servidores e das pessoas com os quais eles têm contato, perguntamos aos TAEs quais medidas materiais e atitudinais eles avaliavam como sendo necessárias que fossem disponibilizadas aos setores, com base nas orientações sanitárias para o período de pandemia.
Das medidas MATERIAIS necessárias, relacionamos a seguir aquelas que demonstraram serem mais recorrentes em menções e relevantes no cômputo das respostas. Depreende-se que a categoria está consciente do quão fundamental é a sua implementação para garantia da mínima segurança sanitária no âmbito da instituição. 
  • Disponibilização de insumos como: álcool 70% de diversos tipos (em gel, em spray e líquido); sabonete líquido, máscaras; luvas descartáveis, panos descartáveis de limpeza, escudos de rosto (face shields), dentre outros Equipamentos de Proteção Individual indicados para uso no enfrentamento à pandemia;
  • Providenciar testes para serem realizados a quem apresentar sintomas na universidade;
  • Aquisição de medidores de temperatura para uso na entrada dos espaços físicos;
  • Promover a ventilação natural nas áreas de trabalho, com consequente autorização para uso de equipamentos que substituem o sistema de ar condicionado, tais como ventiladores e aquecedores.
  • Restrição de uso dos elevadores apenas para casos de acessibilidade a portadores de necessidades especiais.
  • Estabelecimento de protocolos de higienização de materiais e ambientes de uso comuns, com os respectivos recursos para sua implementação.
  • Instalação de divisórias de acrílico transparente (como nos supermercados), que permitam comunicação fluida (visual e sonora) entre os servidores do setor ou no atendimento ao público.
  • Reorganização dos espaços de trabalho de modo a garantir o distanciamento mínimo de 2 metros entre os servidores.
  • Instalação de sinalização com medidores de distância em espaços de atendimento.
  • Disponibilização de espaço físico e bolsas ou sacos plásticos com lacre para acondicionamento para submeter a um período de quarentena todos os livros e demais materiais que tenham sido utilizados e devolvidos.
  • Higienização constante dos espaços físicos e materiais de uso comum.
  • Reorganização dos espaços de atendimento ao público, tais como retirada de espaços para espera e/ou atendimentos concomitantes, equipamentos de higienização e medição de temperatura, e demais insumos. Para o atendimento direto, especialmente quando privativo, precisará ser em sala ampla e ventilada, que permita ao mesmo tempo sigilo (acústica) e distanciamento.
  • Colocação de tapete higienizante na entrada dos edifícios.
É pertinente observarmos que esse roll de condições materiais está mais voltado para a realidade das atividades desenvolvidas pelos TAEs da UFFS. Nesse ponto, é imprescindível que também sejam fornecidas condições materiais para as categorias de estudantes, docentes e terceirizados, conforme as características de suas atividades. Sem serem cobertas todas as circunstâncias e probabilidades é exponencial o risco permanente de contaminação.
Consoante ao atendimento material para um retorno seguro às atividades presenciais, se faz necessário o estabelecimento de protocolos que contemplem as condições ATITUDINAIS que garantam a diminuição do risco de contaminação. Essa complementação fica muito clara principalmente nas situações em que não existem maneiras de promover as devidas condições materiais, tais como a questão de distanciamento entre servidores no mesmo setor. Uma vez que os espaços não comportem a adequação física, há de se configurar ajustes, tais como estabelecimento de escalas de revezamento, por exemplo, e outras medidas como as elencadas abaixo.
  • Servidores que se enquadrem em grupos de risco ou que residam com familiares desses grupos devem continuar afastados das atividades presenciais;
  • Servidores que tenham de cuidar de crianças em idade escolar devem ser priorizados para continuarem em trabalho remoto até o retorno das aulas nas redes de ensino da educação básica;
  • Utilização de testes rápidos para verificar situação de pessoas que manifestem sintomas relacionados à Covid-19;
  • Implantação de sistema de rastreabilidade de contatos, de modo a garantir que sejam identificadas e colocadas em quarentena todas as pessoas que possam ter entrado em contato com quem tiver sido contaminado;
  • Continuidade do registro de ponto apensa por meio do computador, com a interdição dos aparelhos de registro físico;
  • Organização de relatório com levantamento das atividades dos setores que efetivamente demanda a presença presencial de servidores para seu atendimento. As demais devem ser prioritariamente desenvolvidas remotamente;
  • Estabelecimento de escalas com revezamento, não sendo indicado que servidores diferentes ocupem os setores nos mesmos dias. Preferencialmente sempre que possível sugere-se o modelo 1 semana x 2 (ou mais) semanas. Ou seja, o servidor desempenharia suas atividades presencialmente durante uma semana, de preferência sozinho ou com o mínimo de pessoas possível no setor, e outras duas remotamente. Dessa forma os servidores também estariam inseridos em períodos de quarentena constante, de modo a diminuir possibilidades de transmissão. Outra possibilidade é indicar um dia da semana para cada servidor nos setores em que há mais pessoas;
  • Concomitante ao revezamento implementar que ele seja realizado em turnos contínuos de no máximo 6 horas - sem necessidade de compensação posterior das horas restantes, de modo a diminuir a necessidade de utilização de espaços comuns para refeições;
  • Manter espaço de trabalho com distanciamento suficiente para que não seja necessário ficar com máscaras o tempo todo, uma vez que não é saudável permanecer por muito tempo respirando dentro da máscara, assim só utiliza-se quando atender alguém, para se deslocar internamente, etc;
  • Flexibilização dos horários de entradas e saídas dos turnos, de modo a permitir que os servidores que utilizem transporte público possam fazê-lo em horários com menor número de pessoas, bem como diminuição de fluxos de pessoas ao mesmo tempo nas dependências da universidade;
  • Implantação de protocolos para atendimento ao público, tais como formas de agendamento para receber uma pessoa por vez, disponibilização de máscaras aos usuários que porventura não estejam utilizando e a negativa de atendimento na insistência do não uso, quantidade máxima de usuários na biblioteca, formas de controle para respeito das normas dispostas nos protocolos, e demais pontos que devem ser constituídos com a participação da categoria;
  • Estabelecimento de protocolos e formas de cumprimento de normas de comportamento sanitário, tais como uso contínuo e obrigatório de máscaras, higienização das mãos e dos espaços de trabalho, não tocar em equipamentos e local de trabalho dos colegas, manutenção da ventilação dos locais, dentre outros;
  • Instituir normas que restrinjam os locais e número de pessoas participantes de reuniões;
  • Organizar publicação de editais que gerem aumento da necessidade de atendimento presencial para que os mesmos não ocorram ao mesmo tempo, pois experiências anteriores demonstram que ocorreu choque de 6 editais, gerando uma enorme aglomeração no setor;
  • Ampla e constante divulgação dos protocolos estabelecidos e da obrigatoriedade de sua aplicação.

    Não há dúvidas que uma possibilidade de retomada das atividades administrativas de forma presencial incide em uma diversidade de condições que devem ser atendidas. As sugestões apresentadas pela categoria nesta pesquisa não eximem a responsabilidade daqueles que estão atualmente na administração, inclusive por estarem exercendo tais cargos a despeito da vontade e legítimo respaldo da comunidade acadêmica que se manifestou por mais de uma ocasião ter escolhido outro projeto de gestão para a universidade. 

    4. Análise qualitativa das contribuições abertas
    Para finalizar a pesquisa, foi disponibilizada uma questão aberta ao fim do instrumento aplicado, a fim de que os participantes pudessem expressar seus comentários sobre a pandemia em geral, seus efeitos na atuação dos TAEs e para que pudessem realizar sugestões acerca de possíveis ações de enfrentamento da atual conjuntura na UFFS.
    Os dados coletados do questionário aberto demonstram forte insistência de que é possível realizar a maioria das atividades de trabalho de forma remota ou com presença reduzida no local de trabalho. Em que pese a maior adequação do trabalho presencial para alguns fluxos e processos administrativos, as situações podem ser contornadas emergencialmente, mesmo na falta de condições ideais de trabalho remoto. Deve-se, contudo investir em processos que aprimorem a execução remota, pois não há indicativos de curto prazo de volta ao trabalho nos moldes anteriores à pandemia. Além disso, o histórico institucional de privilegiar os atendimentos presenciais prejudicam a execução no modo atual. A não adoção de distanciamento social mais rígido pela sociedade aponta que o prejuízo nas atividades, inicialmente esperado para poucos meses, tende a se estender e tornar cada vez mais difícil a manutenção de experimentos e outras atividades que demandam presença regular constante. A manutenção da suspensão de aulas propicia a execução dos procedimentos presenciais com maior segurança. 
    O retorno às atividades presenciais de trabalho, por falta de segurança, não deve ser realizados de maneira uniforme. A instituição deve manter-se vigilante quanto à minimização de situações que provoquem riscos de contaminação. Deve-se previamente estabelecer protocolos próprios e institucionalizados que orientem as atividades, onde constem nas situações possíveis o revezamento de servidores, manutenção do isolamento de pessoas que compõe grupos de risco, previsão de trabalho remoto para servidores que acompanham dependentes ou pessoas componentes dos grupos de risco, fornecimento pela instituição dos EPIs para prevenção de contágio, disponibilização das mesmas condições para os trabalhadores terceirizados e disponibilização de infraestrutura para trabalho remoto (mobiliário, equipamentos eletrônicos e internet com acesso aos sistemas). 
    Na medida do possível, deve-se ainda estabelecer um cronograma de referência contendo as etapas de retomada dos trabalhos presenciais e uma previsão de intervalo temporal entre essas etapas. A simples indefinição quanto ao retorno ou manutenção do trabalho remoto é apontado como fator de ansiedade e instabilidade no planejamento da execução do próprio trabalho. Para balizar as decisões sobre o retorno às atividades presenciais deve-se manter presente o fato de que as atividades completas da UFFS significam impacto considerável nos índices de isolamento social, provocam aglomerações também fora das estruturas físicas da universidade (como transporte público, por exemplo). A decisão do momento adequado para retomada das aulas presenciais deve considerar o impacto nas cidades e não somente na universidade. Partindo do mesmo princípio, o risco não pode ser particularizado, pois o risco aos TAEs não se limita ao controle dos mesmos. Ser submetido à grande circulação de estudantes não testados constitui-se por si só em risco de contágio.

    4.1 Efeitos do Trabalho Remoto
    Os servidores participantes da pesquisa descreveram uma série de preocupações sobre o modo como o trabalho remoto tem sido realizado. Sempre ressalvando que a situação enfrentada por todos é fruto de uma emergência, portanto sem planejamento prévio, faz-se necessário que a gestão da UFFS entenda o momento atual, menos como transitório e mais como uma nova realidade, para assim incidir sobre os problemas imediatamente encontrados. Destacamos que neste trabalho remoto emergencial, nem sempre os recursos tecnológicos são bons substitutos para os contatos antes realizados pelas vias institucionais (ramal telefônico, por exemplo). As consequências do trabalho remoto adotado sem planejamento incluem sobrecarga de trabalho, diminuição da tolerância ao tempo de resposta, demandas fora de expediente e excesso de reuniões e eventos online. As chefias não têm atuado sob padrão institucional. Servidores relatam, por exemplo, exigência de apresentação de relatórios diários sobre as atividades realizadas, o que prejudica o desenvolvimento das próprias atividades, além da óbvia sensação de vigilância e pressão. Por também encontrarem dificuldades na relação a distância ou por negligência, há vários relatos que atribuem às chefias a insensibilidade quanto às condições de cada trabalhador na execução das atividades. Há uma preocupação muito clara quanto à atuação dos gestores (a nível local e federal) que deve pautar-se pela reprodução das práticas orientadas pelos organismos científicos de saúde, preservando a comunidade universitária de riscos desnecessários, seja nas atividades presenciais, seja na adoção de práticas indevidas com justificativa de controle sobre o trabalho remoto. Dentre as situações particulares relatadas, a mais comum é a da necessidade de cuidar de crianças e idosos, sem possibilidade de formar uma rede de apoio, pela distância ou pelo risco imposto pela própria pandemia. A adoção de um padrão institucional e o correto acompanhamento pelas chefias é fundamental para viabilizar o trabalho remoto bem feito.
    A pandemia do novo coronavírus tem efeitos permanentes na organização do trabalho e suas relações. A instituição precisa rapidamente incorporar nos seus processos, práticas que permanecerão em sua organização. Pontualmente, pode-se exemplificar que há setores da UFFS em que os TAEs tem postos de trabalho que não respeitam o distanciamento. É fundamental resolver de forma permanente, não só pelo risco de contágio, mas pela melhoria das condições gerais de trabalho. Há um reconhecimento muito positivo da iniciativa de apoio psicológico e orientações gerais desenvolvida pela DAS e que podem transformar-se em suporte permanente. De mesmo modo, compete ao SINDTAE também compreender e adaptar-se, estabelecendo um monitoramento sindical mais intenso e disponibilizando canais virtuais de comunicação permanentes. Fundamental atentar-se que o trabalho remoto aparece como possibilidade permanente. Em situação de normalidade laboral, com recursos adequados, pode significar aumento de produtividade e economia de recursos. Adotado emergencialmente e sem estrutura adequada também pode significar fontes novas de estresse, possibilidades de adoecimento e dificuldade na gestão do tempo e pela limitação de sociabilidade. 

    5. Conclusão 
    Os resultados da pesquisa são extremamente significativos de como a categoria tem vislumbrado a realidade que tem sido vivenciada por todos, e de quão conscientes estão os TAEs da UFFS com relação à gravidade da pandemia e da necessidade de seu enfrentamento amparado em evidências embasadas com o devido rigor científico. A complexidade da conjuntura traz dificuldades em podermos sintetizar correta e devidamente a situação, mas da mesma forma cabe uma tentativa desse exercício, o qual tentaremos executar a seguir.
    A principal conclusão que se obtém da análise dos resultados é o que podemos considerar como simples diante da complexidade do atual cenário: a categoria dos TAEs da UFFS entende que antes de um retorno das aulas presenciais, não existe necessidade de retorno presencial às atividades administrativas. Conforme exaustivamente exposto neste relatório, não é possível identificar razoabilidade ou motivação válida para a presencialidade das atividades dos TAEs enquanto não houver um retorno dos docentes e alunos nos campi, pois são movimentos que se interligam entre si. Portanto, sem a presença de alunos e docentes atuando nos campi, se perde completamente a necessidade de colocarmos em risco os TAEs.
    Considerando que há estudos demonstrando que para muitos têm ocorrido algumas dificuldades cognitivas para analisar a realidade, temos que repetir como forma de reforço e esclarecimento, para não deixar dúvida alguma: não há necessidade de os TAEs da UFFS retornarem as atividades nos campi sem que estudantes e professores estejam tendo aulas presenciais.
    Diante dessa constatação, a qual podemos inferir até como óbvia, desvelam-se dois cenários: o Trabalho Remoto e as condições mínimas necessárias para um eventual retorno às atividades administrativas em consonância ao retorno das aulas presenciais. Da pesquisa, é possível retirar duas conclusões principais com relação ao desempenho das atividades administrativas de forma remota: a categoria tem conseguido desenvolver, com qualidade, o devido atendimento das demandas existentes, e é possível aprimorar ainda mais o trabalho remoto a partir da adequação de algumas questões de ordem de recursos materiais e humanos.
    Conforme descrito na análise dos dados gerados pelas respostas, a categoria tem muito a contribuir nesses encaminhamentos, de modo a dar conta dos principais pontos destacados pelos colegas no item 4.1 Efeitos do Trabalho Remoto. Sem dúvidas, aqueles que vivenciam cotidianamente as consequências do trabalho remoto tem um respaldo significativo para apresentar formas de encaminhamento que melhorem o desempenho das atividades, e ainda garantindo a qualidade de vida e segurança dos servidores. E são muitas as medidas possíveis de serem adotadas, como se observa a partir do apresentado neste relatório. Há de se reforçar que a modalidade do Trabalho Remoto parece se demonstrar necessária por um tempo maior do que previsto inicialmente, portanto cabe reforçar sua manutenção a partir dos devidos ajustes que forem indicados para seu desenvolvimento.
    Já para o retorno presencial das atividades administrativas, sempre vinculado ao retorno das aulas nos campi, se faz imprescindível que a categoria seja escutada e atendida na apresentação das demandas descritas como minimamente necessárias para um retorno seguro. Seja em relação a materiais ou a atitudes, com a realização desta pesquisa, foi possível perceber que os TAEs podem indicar medidas específicas que são mais profundas do que aquelas que porventura possam ser instituídas na UFFS como um todo. Um exemplo claro é o tratamento necessário para o atendimento das bibliotecas, o qual pode não ser abordado em um protocolo de biossegurança da instituição, mas é extremamente necessário para a segurança de todos que passem pelos setores, sejam servidores, estudantes ou terceirizados. Ou seja, são movimentos concomitantes: a adoção de protocolos gerais de biossegurança, mas também de alguns mais específicos conforme as peculiaridades de cada setor.
    Portanto, de forma sintética, poderíamos concluir o seguinte: na sociedade em geral há precariedade de ações que estimulem o distanciamento social mais rígido e o decorrente declínio da curva de contágios, situação que aponta para o prolongamento do período necessário para o retorno seguro das atividades presenciais. Diante desse cenário somente o Trabalho Remoto, com suas necessárias adequações, se demonstra minimamente seguro, pois um retorno às atividades presenciais da UFFS impactam consideravelmente nos índices de isolamento social.
    Fica claro que os riscos sempre estarão presentes com um retorno às atividades presenciais, devendo ser evitado ao máximo. Isso independentemente do uso de EPIs e demais protocolos, tendo em vista o tempo de exposição e demais fatores não há garantia de que não haja contaminação. Portanto enquanto não houver disponibilidade de tratamentos consolidados ou vacinação para todos, ou mesmo que existissem meios confiáveis de rastreabilidade de contatos não é indicado o retorno.
    Por fim, como universidade com um projeto pedagógico oriundo da comunidade, a UFFS tem o dever de gerar protocolos de biossegurança que sirvam como referência para a região em que está inserida. E, enquanto entidade representativa dos técnicos que atuam nessa instituição, cabe ao SINDTAE também se adequar a essas novas realidades e seus desafios daí decorrentes. De tal feita, a executiva se compromete a buscar novas formas de atuação, estando aberta a toda contribuição que os colegas quiserem apresentar, reforçando o movimento de união da categoria para o enfrentamento desse momento inédito e desafiador para todos.
    A luta por uma sociedade mais justa se tornou ainda mais importante, e somente pensando nos fatores e ações direcionadas para o coletivo, abrangendo a maior parte possível da categoria é que conseguiremos avançar.



    SI

    quinta-feira, 30 de abril de 2020

    NOTA DE REPÚDIO À NOMEAÇÃO DE INTERVENTOR PARA REITORIA DO IFSC

    NOTA DE REPÚDIO À NOMEAÇÃO DE
    INTERVENTOR PARA REITORIA DO IFSC

    A Executiva do Sindicato dos Trabalhadores(as) Técnico-Administrativos em Educação de Universidades Federais nas cidades de Chapecó, Estado de Santa Catarina, Cerro Largo, Erechim e Passo Fundo, Estado do Rio Grande do Sul, Laranjeiras do Sul e Realeza, Estado do Paraná (SINDTAE), em nome da categoria profissional que representa, vem a público manifestar seu REPÚDIO ao desrespeito para com a comunidade acadêmica do Instituto Federal de Santa Catarina - IFSC, a qual escolheu democraticamente um programa de gestão para os próximos quatro anos, e, por conseguinte, repudiamos mais esse ataque explícito à democracia e ao princípio da autonomia universitária.
    Destacamos que esse repúdio à nomeação de quem NÃO FOI ELEITO é sentimento permanente na categoria dos TAEs da UFFS desde a data de 30 de agosto de 2019, quando nossa instituição sofreu ataque semelhante com a nomeação do terceiro colocado em lista tríplice.
    A não nomeação do professor Maurício Gariba Júnior, primeiro colocado nas eleições realizadas em 5 de dezembro de 2019, sem sequer uma justificativa mínima para tal, caminha na esteira de ações do atual governo federal, de intervenção em órgãos como a Polícia Federal, o IBAMA, a Procuradoria Geral da União, e tantos outros, e é outro ataque explícito com vistas a desestabilizar as universidades e institutos federais, espaços historicamente consolidados como patrimônios da sociedade brasileira. São lugares da ciência, da tecnologia, da profissionalização, promotores da formação e emancipação, principalmente da juventude brasileira e, por isso, tem sofrido tantos ataques.
    Ao menos percebemos que no IFSC o nome indicado como interventor teve a hombridade de recusar a nomeação, pois nas palavras dele à Folha de S.Paulo: “O ministério precisa justificar muito bem o motivo de o processo eleitoral não ter sido aceito. Depois a comunidade vai analisar e verificar se considera os motivos coerentes ou não. Sem justificativa, a reação vai ser contrária e isso é correto.. Afinal, a instituição promoveu um processo democrático e dentro da legalidade”, disse Lucas Dominguini, que é diretor do campus de Criciúma.
    Devemos ressaltar que é preocupante a recorrência de nomeações do MEC que não acataram a decisão das instituições de ensino, tal como a ocorrida na sexta (17/4/20), em que o MEC também nomeou um reitor temporário para o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), desconsiderando a democracia mais uma vez.
    Continuamos na luta, sempre! Por uma educação pública livre de interventores! Por uma UFFS gerida com base em princípios democráticos! Por uma sociedade justa!

    Chapecó/Cerro Largo/Erechim/Passo Fundo/Laranjeiras do Sul/Realeza, 30 de abril de 2020.
    Executiva do SINDTAE

    quarta-feira, 8 de abril de 2020

    Registro da ocorrência do dia 18/3/20

    Publicizamos sugestão de encaminhamento referente ao registro do dia 18/3/20, conforme comunicado enviado a Reitoria, com cópia para as Direções de Campi, que reproduzimos abaixo:


    Prezado Reitor

    (C/C Direções de Campi e para a categoria dos TAEs)


    Diante da situação melhor detalhada abaixo, e para sermos mais assertivos neste momento, a Executiva do SINDTAE entende que os TAEs que não trabalharam no dia 18/3/20 em adesão ao dia nacional de Greve em Defesa da Educação (conforme deliberado pela Asembleia da categoria no dia 13/3/2020 e informado por Ofício) registrem no REP o código GREVE, com o seguinte texto a ser inserido no campo observações:

    “Adesão à paralisação nacional conforme Ofício nº 01/SINDTAE/2020, aguardando negociação para reposição dos trabalhos”.

    Teríamos assim um encaminhamento para a questão de ser obrigatória a existência de um registro para aquele dia, com a devida homologação das chefias, bem como ficaria em aberto a necessidade de negociação entre Gestão e SINDTAE, a qual pode ocorrer posteriormente de forma mais equilibrada sem prejuízos imediatos tanto para a categoria quanto para a administração.

    Ressaltamos aos TAEs que a decisão do registro dessa data cabe a cada um, pois diante das circunstâncias naquela ocasião havia também os que estavam em Trabalho Remoto. Porém há distinção clara para o uso de cada código.


    Esse procedimento acima indicado é motivado pelo seguinte:

    Diante do e-mail enviado pelo Gabinete da Reitoria na manhã da data de ontem, 7/4/20, a Executiva do SINDTAE avalia ser pertinente apresentar alguns argumentos, de modo a esclarecermos alguns pontos dos processos.

    Inicialmente, a Gestão da UFFS informa em seu e-mail que: “Havíamos entendido que diante da pandemia iniciada anteriormente, pelo bom senso sempre presente na categoria, a paralisação não viesse a ocorrer.”

    O primeiro ponto a esclarecer é que a Executiva do SINDTAE chegou a avaliar a pertinência de manter ou não o movimento de paralisação anunciado para o dia 18/3/20 considerando a situação extraordinária vivenciada em decorrência da pandemia.

    Desta avaliação surgiu o entendimento de que deveria ser mantida a paralisação, uma vez se tratando de deliberação unânime em Assembleia da Categoria, em respeito a essa decisão democrática, bem como não haviam condições materiais de convocação de nova assembleia extraordinária para nova análise. Esse entendimento também estava consoante aos procedimentos adotados em âmbito nacional por demais categorias parceiras na luta em defesa da Educação e do Serviço Público de Qualidade.

    Todavia, para não incorrermos no risco de gerar situação de proliferação do vírus tal como ocorrido nas manifestações realizadas no dia 15 de março/20 em todo o país, utilizando do bom senso mencionado no e-mail da Reitoria a executiva encaminhou comunicado a toda a categoria acerca do posicionamento, o qual está reproduzido abaixo como Apêndice 1. Nele estão explicitados a motivação da manutenção da Greve em Defesa da Educação, bem como demais pontos no intuito de orientar quanto ao enfrentamento da pandemia.


    Na segunda parte do e-mail da Reitoria consta o seguinte: “No entanto, diante dessa informação, verificaremos com a PROGESP quantos registros da ocorrência existiram na data, para daí avaliarmos a amplitude do pedido e, se for o caso, providenciarmos o agendamento da negociação. Atenciosamente, Marcelo Recktenvald - Reitor - Universidade Federal da Fronteira Sul - UFFS”.

    Tendo se confirmado a participação da categoria, conforme informado ao Gabinete por meio do Ofício nº 01/SINDTAE/2020 e não tendo sido protocolado nenhuma informação em contrário para a Reitoria, havíamos entendido que a gestão estava ciente do movimento. Portanto a categoria foi orientada pela Executiva do SINDTAE a manter em branco no sistema o registro dessa data, até que fosse realizada a negociação que indicasse qual deveria ser o código a ser utilizado.

    Devemos ressaltar que esse procedimento foi orientado a partir de práticas anteriormente adotadas institucionalmente nas situações em que ocorreram adesão da categoria à outras paralisações. Ou seja, sem que antes ocorra uma negociação, esta entidade representativa compreende que foge da sua alçada orientar qual código utilizar nos registros.

    Concomitante a isso, foi encaminhado na data do dia 7/4/20 o COMUNICADO Nº 04/PROGESP/UFFS/2020 - Registros de frequência, solicitando a homologação dos pontos impreterivelmente até hoje, dia 8/4/20, para posterior encaminhamento da folha de pagamento, que será fechada na segunda dia 13/4/20. Disso decorre o reforço da necessidade de haver um registro no sistema e posterior negociação, conforme apontado no início desse comunicado.


    Sabedores de que estamos em uma conjuntura extraordinária, reforçamos a necessidade de diálogo que produza os melhores resultados para todos, e por isso a Executiva do SINDTAE renova a disponibilidade para negociação com a gestão.

    Afinal, estes novos tempos diante das novas circunstâncias, exigem novas medidas que gerem novos resultados.

    Atenciosamente,

    Executiva SINDTAE



    “APÊNDICE 1

    Colegas,

    A Executiva do SINDTAE informa que está mantida a adesão à Greve Nacional pela Educação no dia 18 de março de 2020, quarta-feira, conforme deliberado por unanimidade na Assembleia Geral Extraordinária da categoria da última sexta-feira, dia 13/03/20.


    Orientamos para que não registrem nada no sistema de ponto eletrônico no momento referente a esse, aguardando informações após negociação com a gestão, o qual será amplamente divulgado.


    Diante da conjuntura atual de recomendação para que não ocorram aglomerações, como medida de prevenção ao Sars-Covid-2 (COVID-19), estão suspensos todos os atos que envolvam reunião de pessoas.


    Em um momento atípico como esse, num país submergido em uma grande problemática de saúde pública, não podemos ser irresponsáveis em propiciar a disseminação da doença. Não queremos mártires, queremos cidadãs e cidadãos aptos a lutar por nosso país, por sua democracia e sua educação.


    Em contrapartida, a manutenção da Greve se dá motivada diante da série de ataques ao serviço público que estão em andamento no Congresso, sendo que o próprio ministro da Economia afirmou em coletiva na data de 16 de março (ontem) que esperava que a PEC Emergencial fosse analisada em até três semanas. Portanto, se faz necessário mantermos o alerta.


    Consoante a isso, como recomenda a Organização Mundial da Saúde e o Ministério da Saúde do Brasil, a prática de isolamento social é recomendada como uma das maneiras mais eficazes para diminuir a propagação do vírus. É essencial baixar a curva dos casos para que as redes pública e privada possam dar conta do coronavírus. Não há outra solução para vencer essa batalha. Prejuízos são inevitáveis. Mas o momento é de preservar vidas.


    Assim, a Executiva do SINDTAE se soma às demais vozes que indicam que ações drásticas são essenciais para conter a epidemia no país e, portanto, ao contrário do praticado por algumas das chefias da UFFS que estão impondo a presença física dos servidores nos setores, mesmo que em regimes de revezamento e com praticamente sem atendimento ao público, a Executiva do SINDTAE recomenda a todos que pratiquem esse isolamento como medida de saúde preventiva.


    É importante ressaltar que mesmo a medida do “revezamento” pode não se demonstrar eficaz, na medida em que há estudo (https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2020.03.09.20033217v2) comprovando que o vírus permanece por até:


    • 3 horas suspenso no ar (aerosol de espirro, por exemplo);

    • 4 horas sobre cobre;

    • Até 24 horas sobre papel/papelão;

    • 2 a 3 dias sobre plástico ou aço inox.


    Ou seja, se porventura tivermos a infelicidade de algum servidor estar infectado, mesmo sem apresentar sintomas, sua simples presença constante em um ambiente poderá infectar outras pessoas que acessem o mesmo setor, seja apenas pelo ar ou pelo manuseio de demais itens de uso coletivo como processos, impressoras, banheiros e outros.


    Portanto, recomendamos a todos que sigam as orientações de fontes oficiais (higienização constante das mãos, limpeza de superfícies, redução o máximo possível de contato social, dentre outros), para que cada um individualmente possa fazer sua parte em nome da saúde do coletivo, pois a situação que se avizinha será de graves consequências para todos e, somente unidos, a sociedade terá condições de superar esse momento único na história.


    Orientamos ainda que a categoria acompanhe via rede sociais da FASUBRA, SINASEFE e ANDES, os desdobramentos da paralisação e os encaminhamentos futuros.

    Também ao longo dos próximos dias o SINDTAE irá atualizar sua página com novas informações acerca da pauta, bem como sobre o andamento de medidas relativas ao Sars-Covid-2 (COVID-19).


    Executiva SINDTAE”

    terça-feira, 17 de março de 2020

    COMUNICADO - GREVE DO DIA 18/3/20

    Colegas,
    A Executiva do SINDTAE informa que está mantida a adesão à Greve Nacional pela Educação no dia 18 de março de 2020, quarta-feira, conforme deliberado por unanimidade na Assembleia Geral Extraordinária da categoria da última sexta-feira, dia 13/03/20.
    Orientamos para que não registrem nada no sistema de ponto eletrônico no momento referente a esse, aguardando informações após negociação com a gestão, o qual será amplamente divulgado.

    Diante da conjuntura atual de recomendação para que não ocorram aglomerações, como medida de prevenção ao Sars-Covid-2 (COVID-19), estão suspensos todos os atos que envolvam reunião de pessoas.
    Em um momento atípico como esse, num país submergido em uma grande problemática de saúde pública, não podemos ser irresponsáveis em propiciar a disseminação da doença. Não queremos mártires, queremos cidadãs e cidadãos aptos a lutar por nosso país, por sua democracia e sua educação.

    Em contrapartida, a manutenção da Greve se dá motivada diante da série de ataques ao serviço público que estão em andamento no Congresso, sendo que o próprio ministro da Economia afirmou em coletiva na data de 16 de março (ontem) que esperava que a PEC Emergencial fosse analisada em até três semanas. Portanto, se faz necessário mantermos o alerta.

    Consoante a isso, como recomenda a Organização Mundial da Saúde e o Ministério da Saúde do Brasil, a prática de isolamento social é recomendada como uma das maneiras mais eficazes para diminuir a propagação do vírus. É essencial baixar a curva dos casos para que as redes pública e privada possam dar conta do coronavírus. Não há outra solução para vencer essa batalha. Prejuízos são inevitáveis. Mas o momento é de preservar vidas.
    Assim, a Executiva do SINDTAE se soma às demais vozes que indicam que ações drásticas são essenciais para conter a epidemia no país e, portanto, ao contrário do praticado por algumas das chefias da UFFS que estão impondo a presença física dos servidores nos setores, mesmo que em regimes de revezamento e com praticamente sem atendimento ao público, a Executiva do SINDTAE recomenda a todos que pratiquem esse isolamento como medida de saúde preventiva.
    É importante ressaltar que mesmo a medida do “revezamento” pode não se demonstrar eficaz, na medida em que há estudo (https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2020.03.09.20033217v2) comprovando que o vírus permanece por até:
    • 3 horas suspenso no ar (aerosol de espirro, por exemplo);
    • 4 horas sobre cobre;
    • Até 24 horas sobre papel/papelão;
    • 2 a 3 dias sobre plástico ou aço inox.
    Ou seja, se porventura tivermos a infelicidade de algum servidor estar infectado, mesmo sem apresentar sintomas, sua simples presença constante em um ambiente poderá infectar outras pessoas que acessem o mesmo setor, seja apenas pelo ar ou pelo manuseio de demais itens de uso coletivo como processos, impressoras, banheiros e outros.

    Portanto, recomendamos a todos que sigam as orientações de fontes oficiais (higienização constante das mãos, limpeza de superfícies, redução o máximo possível de contato social, dentre outros), para que cada um individualmente possa fazer sua parte em nome da saúde do coletivo, pois a situação que se avizinha será de graves consequências para todos e, somente unidos, a sociedade terá condições de superar esse momento único na história.

    Orientamos ainda que a categoria acompanhe via rede sociais da FASUBRA, SINASEFE e ANDES, os desdobramentos da paralisação e os encaminhamentos futuros.
    Também ao longo dos próximos dias o SINDTAE irá atualizar sua página com novas informações acerca da pauta, bem como sobre o andamento de medidas relativas ao Sars-Covid-2 (COVID-19).
    Executiva SINDTAE

    segunda-feira, 16 de março de 2020

    SINDTAE solicita suspensão de atividades administrativas na UFFS em virtude do SARS-CoV-2 (COVID 19)

    Colegas,
    A Executiva do SINDTAE, em nome da categoria, protocolou hoje o Ofício n. 02/SINDTAE/2020, solicitando a SUSPENSÃO DE ATIVIDADES ADMINISTRATIVAS EM VIRTUDE DO SARS-CoV-2 (COVID 19).
    Para conhecimento de todos, segue a íntegra do documento:
    Prezados(as) Senhores(as),

    Sucintamente, o Brasil e o mundo se encontram em situação de saúde pública nunca antes vivenciada, devido à rápida propagação do vírus SARS-CoV-2 (COVID 19), e o consequente esgotamento dos serviços públicos de saúde. São várias e diversificadas as fontes, sejam de notícias, pesquisas já realizadas e publicadas por universidades pelo mundo, ou de organismos públicos como o Ministério da Saúde, que demonstram a necessidade de que sejam adotadas medidas urgentes de enfrentamento a essa questão.
    Não detalharemos neste momento a quantidade de dados e informações que demonstram a seriedade da questão, considerando que a Administração já deve estar ciente dos mesmos. Apenas como referência, trazemos um gráfico que está sendo amplamente divulgado, e que já é de conhecimento de diversas esferas:


    Fonte: World Economic Forum - https://observador.pt/opiniao/covid-19-situacoes-extremas-exigem-medidas-extremas/

    Diante dos anseios e preocupações da categoria dos Técnicos Administrativos em Educação, a qual tem manifestado por diversos meios a importância de se adotar o quanto antes medidas eficazes para fazer frente a conjuntura de saúde pública em que o Brasil e o mundo se encontram, a Executiva do SINDTAE solicita:

    Aos moldes do que foi adotado para as atividades acadêmicas, que ocorra a suspensão das atividades administrativas presenciais em todas as unidades da UFFS, com a liberação do corpo técnico-administrativo em educação e dos terceirizados (sem prejuízo de remuneração principalmente para esses últimos), estabelecendo escala apenas para os serviços essenciais durante o período, bem como viabilizando condições para efetivar o trabalho remoto daqueles serviços que não podem ser interrompidos.

    É importante reforçarmos o entendimento disseminado entre pesquisadores e cientistas, demonstrando que muitas pessoas não conseguem interpretar rápido o suficiente notícias do tipo curvas de contenção, situação nos outros países, etc, e projetar para suas realidade. Portanto, enquanto Universidade, precisamos atuar como facilitador e multiplicador dessas informações, sendo esses procedimentos cruciais para diminuir as consequências que se desenham.
    Conforme apontado pela categoria em outras instituições, é inadmissível que as atividades administrativas sejam mantidas regulares mesmo com a suspensão das aulas presenciais. Demonstrar preocupação com estudantes e servidores docentes e não se preocupar com técnicos e trabalhadores terceirizados fere o princípio da isonomia que deveria nortear as ações da Universidade. Mesmo pessoas fora dos considerados vulneráveis podem transmitir a doença. Esse é um caso de saúde pública.
    Suspender as aulas apresenta a flexibilidade aos professores para que desenvolvam suas atividades inerentes à sua profissão em qualquer local que não na universidade. Ambas as categorias de profissionais, professores e técnicos administrativos, são regidos essencialmente pelo mesmo regime jurídico, apresentado pela Lei 8.112, que dispõe sobre as atribuições e responsabilidades dos servidores públicos das autarquias e das fundações públicas federais. Como forma de manter a paridade de direitos e deveres, é importante que a suspensão não seja apenas das aulas, mas das atividades acadêmicas e administrativas da Universidade.
    Situações extremas exigem medidas extremas, e as que têm sido adotadas até o momento no Brasil em geral, e na UFFS em particular, nos parecem ser insuficientes para conter o avanço do SARS-CoV-2 (COVID 19), sendo que está cada vez claro que para combater esta pandemia, a única estratégia eficaz parece ser a do isolamento social o mais amplo possível.
    É importante observar que, caso ocorra uma contaminação em massa dos trabalhadores da UFFS, o sindicato atuará em conjunto com demais entidades para buscar em instâncias jurídicas a devida responsabilização daqueles que respondem por decisões que impactam na saúde dos servidores e da coletividade.
    Sendo assim, reiteramos a importância de que a Administração Central tome decisões que abranjam toda a comunidade acadêmica, para que, de fato, a UFFS atue como um agente efetivo na prevenção da proliferação do SARS-CoV-2 (COVID 19).

    Atenciosamente,
    Executiva do SINDTAE

    O documento está disponível para download no formato PDF no link:
    https://drive.google.com/open?id=1841zuPmume9WN23MS9TjdePS0XDdUsdq



    domingo, 15 de março de 2020

    TAEs estão imunes???

    Greve Nacional da Educacao do dia 18: paralisação em todo o país e suspensão dos atos de rua
    Pela suspensão das atividades acadêmicas e administrativas presenciais na UFFS

    1.A Greve Nacional da Educação do dia 18 de março está mantida como dia de paralisação em todo o país.
    2.Considerando a necessidade de evitar aglomerações, os atos de rua previstos para essa data foram cancelados em todas as cidades dos campi da UFFS
    3.Repudiamos os atos do dia 15 promovidos por Bolsonaro tanto por seu caráter anti-democrático e quanto por facilitar a transmissão do corona vírus. Mais uma vez, as práticas autoritárias se associam à falta de qualquer compromisso com a saúde da população.
    4.Na UFFS reivindicamos a suspensão das atividades acadêmicas e administrativas presenciais, reduzindo a exposição de estudantes, professores e técnicos administrativos em educação. Devem ser buscadas alternativas para o trabalho remoto. Somente devem ser mantidas as atividades essenciais que precisam ser realizadas presencialmente.

    Assinam esta nota Sindtae e Sinduffs

    segunda-feira, 9 de março de 2020

    Convocação Assembleia Geral Extraordinária - 13/03/20

    A Executiva do SINDTAE convoca os(as) trabalhadores(as) técnico-administrativos(as) em educação de universidades federais nas cidades de Chapecó, Estado de Santa Catarina, Cerro Largo, Erechim e Passo Fundo, Estado do Rio Grande do Sul, Laranjeiras do Sul e Realeza, Estado do Paraná para ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA a realizar-se no dia 13 de março de 2020, sexta-feira, às 13h31min em primeira chamada com presença de mais de 50% (cinquenta por cento) dos sindicalizados ou 13h46min em segunda chamada com o número de presentes, conforme previsão do estatuto da entidade, por meio de Videoconferência transmitida pelo respectivo serviço na Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) em todos os seus campi, nos seguintes espaços físicos:

    • Sala II - Reitoria - Sala de Reuniões do Gabinete
    • Chapecó - Campus - Sala Sala 101 - Bloco dos Professores
    • Cerro Largo - Sala 233 - Bloco dos Professores
    • Erechim - Sala 310 - Bloco A
    • Laranjeiras do Sul - Sala 201 - Bloco dos Professores
    • Passo Fundo - Sala 212 - SCOPIA - Laboratório de Informática
    • Realeza - Sala de Convivências - Bloco dos Professores

    Outros locais podem ser divulgados até a data da assembleia e também é possível se informar diretamente com o Serviço Especial de Videoconferência da UFFS.

    A Assembleia Geral deliberará sobre a seguinte ORDEM DO DIA:

    Informes;
    1. Adesão à Greve Nacional da Educação do dia 18 de Março

    Chapecó, 09 de março de 2020.

    Executiva do SINDTAE